terça-feira, 13 de maio de 2008

Countdown to... Canadian Brigade

Broken Social Scene
BSS Presents Brendan Canning
4ºLP
Label:Arts&Crafts
Produced by: Canning, Ryan Kondrat e John LaMagna
Date:22 de Julho

Tracklist:
01 Something for All of Us
02 Chameleon
03 Hit the Wall
04 Snowballs & Icicles
05 Churches Under the Stairs
06 Love Is New
07 Antique Bull
08 All the Best Wooden Toys Are Made in Germany
09 Been at It So Long
10 Possible Grenade
11 Take Care, Look Up

Hopes: depois de dar a conhecer, nomeadamente, um album de inevitável referência como You Forgot It in People (2002), e escancarar as portas do Canadá a outros conterrâneos seus, dando início a uma avalanche de matilhas tocantes e cantantes, os BSS, apresentam um novo elemento, de seu nome Brendan Canning, juntando-o aos múltiplos cromossomas dotados já existentes na banda. Dos BSS só se pode esperar mais convulsão sonora, mais instrumentos infinitos, mais variedade gritante, e mais desfrute auditivo, altamente contagioso.
BSS words: "welcome again".




Wolf Parade
At Mount Zoomer
2ºLP
Label: Sub Pop
Produced by: Wolf Parade
Date: 17 de Junho
Tracklist:

01 Soldier's Grin
02 Call It a Ritual
03 Language City
04 Bang Your Drum
05 California Dreamer
06 The Grey Estates
07 Fine Young Cannibals
08 An Animal In Your Care
09 Kissing the Beehive

Hopes: Depois de um primeiro registo (Apologies to the Queen Mary? 2005), digno de dispersas euforias, e de outros projectos de Dan Broeckner (Handsome Furs), e Spencer Krug (Sunset Rubdown, Frog Eyes, Swan Lake), a armada volta a juntar-se para mais doses de indie-rock em contínua ebulição, e disparidades múltiplas. Como curiosidade, o album foi gravado na igreja pertencente aos Arcade Fire (seus compinchas), e onde os mesmos gravaram Neon Bible.
Wolf Parade words: "this is not Apologies to the Queen Mary part.2."




Islands
Arm's Way
2ºLP
Label: Anti
Produced by: Islands & Ryan Hadlock
Date: 20 de Maio
Tracklist:
01 The Arm
02 Pieces of You
03 J'aime Vous Voire Quitter
04 Abominable Snow
05 Creeper
06 Kids Don't Know Shit
07 Life In Jail
08 In the Rushes
09 We Swim
10 To a Bond
11 I Feel Evil Creeping In
12 Vertigo (If it's a Crime)

Hopes: Depois de extintos os Unicorns, e após o primeiro album dos art-rockers Islands, de seu nome Return to the Sea (2006), só se pode esperar mais psicadelismo pop, supresas a cada esquina, extremos que mal se tocam, ambição e produção pujante.
Islands words: "it's a physical record. It's someone plunging your face into a river and rescuing you. If *Return to the Sea* was the water record, this is the bodies."


Proposta Incandescente#6


Nome: Quiet Village
Membros: Matt Edwards e Joel Martin
Morada: Somewhere
Editora: !K7
Myspace: http://profile.myspace.com/index.cfm?fuseaction=user.viewprofile&friendid=78452569
Migos: Map of Africa, KLF, Avalanches, Lindstrom, Rub-N-Tug
Nimigos: iPod´s
Predilecções: Movies
A Parir: Silent Movie, Maio 2008
A Soar: car-chase funk, wailing sirens, horror-movie screams, soulful crooning, Mancini-esque orchestration, and superhero horns, trip-hop/lounge, summer narcosis, glorious downhill, echo-spacey loops and tropical guitar, exotica, disco,jazz, samples
Prognóstico: Cheesy
Amostra: Circus of Horror

Nazis no Espaço

Já que estou com a mão na massa e com a pedalada toda, quero partilhar com voçês este projecto que o pessoal da Finlândia anda a preparar. Eu penso que o titulo diz tudo mas a história é a seguinte. Em 1945, percebendo que iam perder a guerra os nazis enviaram para a Lua os melhores e mais espertos de todos para construírem uma base e desenvolverem a sua tecnologia militar de modo a invadirem a Terra. Pelos vistos esse dia chegou em 2018. Agora digam lá se esta premissa não é estupenda. Um bando de nazis no espaço a prepararem uma invasão ao planeta Terra. Melhor que isto só se os nazis tivessem um exército de NINJAS a ajudá-los e na Terra estivesse um grupo de enfermeiras lésbicas bastante avantajadas e peritas em guerrilha urbana para lhes fazer frente. Já me esquecia o líder deste grupo destemido de guerreiras seria o Chuck Norris. Agora digam lá se não estão a ter um orgasmo cerebral só de pensar no que poderia ser o filme perfeito. Qual Citizen Cane, qual Padrinho, este filme é que bombava . Vejam então este delicioso teaser de IRON SKY.

Ratatat-Cover art & alinhamento

Novo album (number3) dos electroguitar heroes a caminho...
LP3
:01 Shiller
02 Falcon Jab
03 Mi Viejo
04 Mirando
05 Flynn
06 Bird Priest
07 Shempi
08 Imperials
09 Dura
10 Bruleé
11 Mumtaz Khan
12 Gipsy Threat
13 Black Heroes
Release date: 8 de Julho
Editora: XL records

O Homem do Aço

Pois é bebés, o momento porque todos esperavam...o meu 1º POST. Antes de mais deixei-me esclarecer este entusiasmo. Quem me conhece sabe que eu sou um grande fã daquele pecado mortal intitulado de PREGUIÇA, ou seja, sou um grande langão, e isto associado a uma grande diarreia mental que tive, fez com que ainda não tivesse iniciado as hostilidades neste espaço. Ao contrário dos outros dois artistas que escrevem para este grandioso estabelecimento cultural, a minha área de expertise pende mais para o visual do que para o áudio e por isso vou deambular basicamente pelo cinema. E agora sem mais demoras aqui vai o meu primeiro devaneio literário.

Iron Man

Apesar do conteúdo deste blog ser mais alternativo, quero partilhar aqui a minha opinião sobre este filme...IRON MAN, que apesar de ser um blockbuster da época balnear, e podemos considerar que este tipo de filmes geralmente são um pouco ocos e sem substância, esta película está muito bem feita. Tem as doses correctas de acção, humor, de romance e principalmente tem substância, mas além de tudo tem Jon Favreau e Robert Downey Jr.. Jon Favreau ao contrário do que muita boa gente pensava fez um excelente trabalho, porque ele trouxe a sensibilidade necessária para este projecto e o homem percebe e compreende o macho chauvinista alcoólico e playboy. Apostou em Robert Downey Jr. para o papel de Tony Stark, o que muita gente também não concordou e mais uma vez acertou na mouche. Vamos lá a ver é o Robert Downey Jr., este gajo é excelente e um brilhante actor na minha opinião. Tony Stark é um playboy alcoólico, ou seja, gosta do seu copo e gosta de gajinhas e ao mesmo tempo é um super herói e o senhor Downey Jr. encarnou este personagem de maneira fabulosa com o seu judo verbal e o seu jogo de cintura, conseguindo fazer a mais perfeita transição de um herói da Marvel dos comics para o ecrã. Temos também Jeff Bridges, com a sua imponente careca e a sua barba farfalhuda, e este senhor é um dos grandes, interpretando aqui o vilão de serviço que é um grande sacrista. Há ainda a Gwyneth Paltrow de quem eu nunca fui grande apreciador mas neste filme até lhe dava uma oportunidade (se me estão a perceber), temos o Terrence Howard como Jim Rhodes, temos a SHIELD, temos o Happy Hogan, os três fatos do homem de ferro, a referência ao War Machine, está tudo aqui, até o já habitual cameo de Stan Lee. Bom não me vou alongar mais. Vão ver o filme e esperem pelo fim dos créditos e vão ter uma agradável surpresa. Até ao próximo programa.

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Ph ácido- Portishead- 2xVideos

The Rip

Machine Gun

The National -live from Aula Magna 11 de Maio

Ontem, a Aula Magna foi palco do muito aguardado concerto dos The National, cujos bilhetes se tinham evaporado em apenas uma semana, sendo a expectativa enorme, numa sala inundada de gente pronta a ser conduzida e transportada por Matt Berninger e companhia. A ânsia era muita e o concerto não defraudou o que dele se esperava. Com um alinhamento, bem escalado e homogéneo, essencialmente focalizado entre o último Lp, Boxer, e o seu anterior, Alligator, os The National primaram pela subtileza, expondo de forma precisa e detalhada todo o fulgor e serenidade que os acompanha no seu B.I, conseguindo a façanha de transpor ao vivo, de forma arrebatadora, todo o seu microcosmos, toda a violência da emoção. A banda apresentou-se numa coesão plena, acendendo rastilhos, soltando cavilhas, ora implodindo (em múrmurios), ora explodindo (em tempestuosidade), e apagando os seus própios fogos, demonstrando um domínio absoluto, e uma enorme capacidade de magnetismo. Os The National, nada tinham a provar, nem de recorrer a artifícios, bastando-lhes a sua autenticidade, e foi com ela que transcenderam a plateia, rasgando costelas, e cunhando peitos com encantamento. Despediram-se no fim, não com um adeus, mas com um até já...esquecendo de nos libertar da sua teia...do seu slow show.


Standing at the punch table swallowing punch
can’t pay attention to the sound of anyone
a little more stupid, a little more scared
every minute more unprepared
I made a mistake in my life today
everything I love gets lost in drawers
I want to start over, I want to be winning
way out of sync from the beginning
I wanna hurry home to you
put on a slow, dumb show for you
and crack you up
so you can put a blue ribbon on my braingod
I’m very, very frightening
I’ll overdo it
Looking for somewhere to stand and stay
I leaned on the wall and the wall leaned away
Can I get a minute of not being nervous
and not thinking of my dick
My leg is sparkles, my leg is pins
I better get my shit together, better gather my shit in
You could drive a car through my head in five minutes
from one side of it to the otherI wanna hurry home to you
put on a slow, dumb show for you
and crack you upso you can put a blue ribbon on my braingod
I’m very, very frightening
I’ll overdo it
You know I dreamed about youfor twenty-nine years before I saw you
You know I dreamed about youI missed you for
for twenty-nine years
You know I dreamed about youfor twenty-nine years before I saw you
You know I dreamed about youI missed you for
for twenty-nine years


Slow Show

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Proposta Incandescente #5

Nome: Eleanoora Rosenholm
Membros: Noora Tommila, Pasi Salmi e Mika Rättö
Morada: Pori, Finlândia
Editora: Fonal Records
Migos: Giorgio Moroder & Zombies: ABBA, Madonna, Kylie Minogue, Timbaland
Nimigos: Scandinavian people
Predilecções: Túmulos com bolas de espelhos
A Parir: Vainajan Muotokuva, Maio 2008
A Soar: salty Euro-pop, shiftless disco, communal focus, krautrock, monosyllabic guitar lines, and woozy synths, ambient
Prognóstico: Creepy
Amostra: Maailmanloppu-Video

Grafismos de Xlência-Music Cover art08-Parte3

Ivory Line

Breeders

Varios Artists- fabric series

Retribution Gospel Choir

Eleanoora Rosenholm


Delays

quinta-feira, 8 de maio de 2008

myxomatosis #1

Electrónica-Lithops: "Rosa in a Light Speed Vessel", from Mound Magnet Pt. 2, 2008



Clássica Contemporânea-Nico Muhly: "Mothertongue", from Mothertongue, 2008






Pop/Rock-Bridges and Powerlines: "Uncalibrated", from Ghost Types, 2008




Wierd Pop-The Chap: "Carlos Walter Wendy Stanley", from Mega Breakfast, 2008





Noise-Dan Friel: "Ghost Town Pt. 1", from Ghost Town, 2008



eye recuerdos from 2007- technicolor sequence

Parts & Labor: The Gold We're Digging, from Mapmaker, 2007


Fujiya & Miyagi: Ankle Injuries, from Transparent Things, 2007

Darlings

Vampire Weekend
Vampire Weekend
XL, 2008
Ezra Koenig, Chris Baio, Rostam Batmanglij e Chris Tomson, nova iorquinhos, formaram a banda (extraindo o nome de um filme) nos princípios de 2006, enquanto estudavam na Columbia University, começando logo aí, no seu respectivo local de ensino, a dar concertos em livrarias, corredores, quartos e festas diversas. Foi desta forma que a palavra se começou a espalhar, e o nome Vampire Weekend começou a atingir anormais picos de curiosidade, até ser apanhado pela rede da estimada XL recordings, lançando de imediato um EP, The Mandard Roof, que ainda estimulou mais o inquieto apetite que por eles já abundantemente flutuava. A expectativa por um longa-duração era imoderada, e toda a gente (pelo menos as dotadas de percepção auditiva) aguardava por mais mistura de indie rock gracioso, afro-pop ilustrado, new wave, e melodias e ritmos infecciosos. Todo este buzz e hype culmina, ou melhor, começa agora (com pés de betão) com o seu album homónimo, pronto a evidenciar que os rumores tinham suporte, que a promessa afinal tem uma densidade impermeável, e que o início do ano daria de caras com um candidato a melhor de 2008, sem votos em branco. Tudo aqui é lacónico, preciso, concentrado, refrescante, urgente, cintilante e ardente, de gestos velozes e certeiros, trabalhado de uma forma meticulosa e peculiar, que apela ao empolgamento súbito (mental e corporal-corporal e mental). A estes miúdos, negros não negros, já lhes podem dar os canudos, louvai, louvai...Love-aiai (suspiro)...




Video: A-Punk



Sambassadeur
Migration
Labrador,2008
Foi no Outono de 2003 que Joachim Lackberg, Anna Persson, Daniel Permbo e Daniel Tolergard, oriundos da Suécia, deram início à sua doçura ePOPesca, sendo a labrador records (casa de artistas como Radio Dept., Club 8, Mary Onettes, Edson, entre outros) o seu habitat ideal para o ínicio desta encantadora aventura. Como bons Suecos que são, e indo buscar influências a Magnetic Fields, Belle&Sebastian, The Go-Betweens, escavam no gelo de 1980, no seu pulsar electrónico, e retiram dele sonhos amachucados, risonhos dramas, romances adormecidos, memorável melancolia, e renovada nostalgia. Envolvendo lustrosos acordes, metódica percursão, rosada orquestração, e delicados adornos, no aéreo e inocente fôlego de Anna Persson é criada uma obra (a sua segunda) de sucinta sintonia. Gentis texturas, em recortes confidentes, recordam tristezas afins, mas também esperança, numa gentileza activa que cativa a cada decibel. Para deixar entranhar longe do sol...


Single: Final Say

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Videos 2008- Jellyfish vs Schizophrenia



Neon Neon-I lust you- from: Stainless Style, 2008


Dan Deacon- Okie Dokie- from: Spiderman of the Rings, 2007

Waving Hearts

British Sea Power
Do You Like Rock Music?
Rough Trade, 2008
A questão é lançada, e ao terceiro album o quarteto British Sea Power desprende-se de algumas fórmulas mais irascíveis, apontando armas ao triunfo da melancolia e da euforia, criando um registo de proporções épicas. Desde o primeiro registo (nomeadamente o fantástico The Decline of British Sea Power) os BSP são reconhecidos por recriarem musicalmente dois pólos, o sossego e o furor, o regular e o sobressalto, o distanciamento e a chama, conseguindo agora a perfeita coesão entre os extremos, esticando-os ao máximo, e sem os romper. Os trabalhos anteriores, apesar de matematicamente perfeitos (sendo o primeiro superior ao segundo, Open Season-mais imponderado) mantinham uma certa distância do afecto óbvio e da continuidade, mas aqui a chama é inusitada e a fluidez arrebatadora, e onde o passado era intrigante, o presente é agora claro e colossal. Deixando de lado as poses arty, mas não perdendo a rígida personalidade, os BSP soltam-se numa produção avantajada, de arranjos e detalhes expressivos, com vista à largueza das arenas, mas de uma intimidade e estreiteza tal que sentimos petrificados os ininterruptos enfartes apaixonados da banda Britânica. Rock que arde nos olhos!

Video. Waving Flags


Helio Sequence
Keep Your Eyes Ahead
Sub Pop, 2008
Brandon Summers, vocalista, teve um problema vocal durante a tourne do seu primeiro registo, Love and Distance de 2004, e foi aconselhado a não cantar durante alguns meses, o que levou o mesmo a escolher um novo trilho para o seu registo vocal, e a colocar todo o seu potencial na precisão e no pormenor dos seus trabalhos, em detrimento da anterior face aguerrida. Toda esta contenção é agora expressa neste LP, em organização e versatilidade, mas desengane-se quem pensa que a audácia e o vigor foram perdidos, pois eles estão todos aqui, mas bem ocultos, e embrulhados numa simplicidade voraz. Os quatro anos que passaram ofereceram aos Helio Sequence uma maturidade refrescante, e uma capacidade de concentração e precisão notáveis, sendo que a experimentação passada, dá agora lugar a um charme, e solidez desarmante. As suas 10 faixas, de produção despretensiosa, pautam-se pelo lo-fi, indie-pop, dream-pop, synth-rock, folk, sendo fantástico assistir a uma banda que consegue tanto com tão pouco. Não é um album imediato, é um organismo que requer atenção, mas para quem se oferece a ele, a recompensa é enorme, com tendência a propagar-se a cada audição. Esta é uma simples semente que dá origem a uma planta carnívora.


Video: Keep Your Eyes ahead

terça-feira, 6 de maio de 2008

eye recuerdos from 2007 - speed sequence

Bat For Lashes- What a girl to do - from Fur & Gold- 2007



RJD2- Work it out- from The third hand- 2007

Proposta Incandescente #4

Nome: Jeremy Jay
Membros: the Jeremy Jay only
Morada: Los Angeles, EUA
Editora: K Records
Myspace: http://www.myspace.com/jeremyjay
Migos: Shocking Pinks, Vikings, James Dean, Marlon Brando
Nimigos: People
Predilecções: Happy Melancholy
Já Parido: Airwalkers EP, 2007
A Parir: A Place Where We Could Go (11 faixas-29m duração), Maio 2008
A Soar: Indie electronic, Indie pop, 1950s-style mood, garage-rock, vintage singer-songwriter, lo-fi, old movies and novels, beauty simplicity, intelligent, concise, melodic, distinctive & ravishing music.
Prognóstico: Fantastic
Amostra: Beautiful Rebel

New Violence?

Muscles
Guns Babes Lemonade
Modular, 2007
Como é que pode, uma voz temperamental, acre, e por vezes irritante, junta a uma panóplia de fartos efeitos sonoros, criar tanto entusiasmo?Pode, porque nos chateia, porque nos faz gostar, porque nos faz dançar,e porque não é comum um album trazer á superfíce tantas emoções contraditórias . Muscles é incapaz de ceder á serenidade e quietude, obtando antes, e sem receios, pela testosterona, pela euforia, pela rudeza, pelo acne, pelo desconcerto, pelo instinto, pela emoção aberta, a nível sonoro e de lyrics. Aqui tudo é musculado, o synth pop, o electro, o dance pop, os restos de rave, lembrando por vezes uns Lo-Fi-FNK, ou uns Soulwax, mas mais despenteados. Este é um registo pouco sofisticado, e por vezes de díficil audição (mas só mesmo para os mais sensíveis a colunas de som com 10 metros de altura), mas tremendamente honesto e eficaz, de alguém que percebe e compreende a essência da música que se dança com um olho negro e um sorriso no rosto.
To fucking&dancing.

Single: Sweaty



White Williams
Smoke
Tigerbeat6, 2007
Joe “White” Williams, é um petiz de 24 anos de idade, que ao longo da sua, ainda curta vida terrena, escutou, absorveu e pilhou diversas referências sónicas, muitas delas fora do seu tempo, que se traduzem agora neste seu primeiro LP, Smoke, todo ele escrito, composto e produzido pelo mesmo. Ao contrário dos seus amigos de concertos, Girl Talk e Dan Deacon, WW explora aqui a faceta mais visonada da electrónica, e enquanto os concertos dos seus buddies leva a multidão à vertiginosa euforia e dessincronização de movimentos, os seus são de uma radioactividade mais ordeira e singela, que levam a movimentos mais sumptuosos e estilisticos. Aqui o lhe interessa não são as manchas de som, ou os rasgos sonoros, mas sim a construção em mosaico, e a aguçada leitura Pop, indo buscar peças ao funk, ao groove, ao rock, ao worldbeat, ao glitch pop, todas eles vestidas por máquinas glamorosas. A sua voz, que acompanha as 11 faixas do LP, soa em registo e atitude à de Beck, e a capacidade inventiva de Smoke não lhe fica a dever em nada. Tudo isto pode soar a nostálgico e retro, mas WW consegue aqui algo de criativo e fresco, para escutar exteriormente e dançar introspectivamente, com estilo.

Single:New Violence

Geografia #1 - Austrália

É oficial, a Austrália entrou directamente para o pódio dos países de onde saíram, no passado recente, os projectos mais interessantes a nível musical, juntando-se assim ao Canadá e à Suécia!
Aos internacionais Cut Copy (os extremos rápidos), The Presets (os possantes centrais) e os Midnight Juggenauts (os criativos) juntam-se agora uma nova geração de jovens promessas: Van She, Muscles, Damn Arms e Bumblebeez.

Equipa ao pormenor:

1- Midnight Juggernauts:

Lançaram um disco, no final do ano passado, que é tão bom quanto estranho é o nome da banda. Dystopia é fantástico do primeiro ao último segundo e tem a particularidade de nos conseguir fazer voar para outra galáxia sem a necessidade de recorrer a substâncias psicotrópicas ou aspirina com coca-cola.




2- Cut Copy.

Está prestes a ser editado na Europa In Ghost Colours. Já belisquei aqui o disco há dias e agora estou em posição para dizer bem alto que é fabuloso. Mistura passado, presente e futuro de uma doce pop-electrónica que faz sonhar até os mais cépticos.



3 – The Presets

Ainda temos que esperar até Junho por Apocalypso, o longa duração dos Presets. A avaliar pelo material que foi dado a conhecer não há motivos para duvidar que não vai baixar a fasquia elevada dos referidos em cima! My People e This Boy’s in Love são tão diferentes quanto excelentes.




4 – Van She

É um nome mais associado a remisturas do que propriamente a originais...mas têm alguns e muito bons Kelly, Sex City e o recente Strangers são o exemplo disso e mostram os rapazes num binómio banda-canção ao invés daquilo que nos habituaram com as (quase todas) excelentes remixes. Têm album com edição agendada para com o título “V”.




5 – Damn Arms

Foram recrutados pelos Juggernauts para os acompanharem na tour e editaram, na Austrália, o álbum “The Live Artex”. Parecem-me bastante consistentes e com muito potencial!




6- Muscles

(waiting for paxxxeco)

7 - Bumblebeez

Uma banda constituída por dois irmãos nos primórdios, o adjectivo que melhor lhes assenta é: divertido! Pelo menos é a palavra que me vem à cabeça quando ouço a sua música. Mesmo sem os levar muito a sério merecem uma audição.

Amazing Stuff: !!! & The Field

Fantástica colaboração, private session, entre assanhados !!! e o imperial The Field em Brooklyn...também os quero na minha cave...só para mim!!!!! O que daqui saiu, não tem nome, mas também não precisa, dado o encontro espontâneo entre estes 2 monstros! Não há mais pontos de exclamação para tamanho date!!!

Untitled...for Pitchfork TV

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Proposta Incandescente #3


Nome: Make a Rising
Membros: 5 wierdos
Morada: Filadélfia, EUA
Editora: High Two
Migos: Soft Machine, Brian Wilson, Panda Bear, Polyphonic Spree
Nimigos: monotony
Predilecções: mess, and anal attention to detail
Já Parido: Rip Through the Hawk Black Night, 2005
A Parir: Infinite Ellipse And Head With Open Fontanel, Maio 2008
A Soar: post-Animal Collective, indie-rock, experimentation, garage-rock, jazz, avant-garde, e musical minimalism
Prognóstico: Stupid HHHHHHigh

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Proposta Incandescente #2


Nome: Fleet Foxes
Membros: Robin Pecknold, Skyler Skjelset, Bryn Lumsden, Nicholas Peterson, e Casey Wescott
Morada: Seatle, EUA
Editora: Sub Pop Records
Migos: Band of Horses, My morning jacket, The Shins, Iron & Wine
Nimigos: all the futurists
Predilecções: longas barbas e cabelos desgrunhados
Já Parido: Sun Giant EP
A Parir: Fleet Foxes, a 03/06/2008
A Soar: 60s folk-rock, 2000s indie pop, baroque pop, and ageless and confident traditional songs
Prognóstico: Giant

Countdown to...3&17 June

Ladytron
Velocifero
4ºLP
Label:Netwerk
Produced by: Ladytron & Alessandro Cortini & Vicarious Bliss
Date: 3 of June
Tracklist:
01 Black Cat
02 Ghosts
03 I'm Not Scared
04 Runaway
05 Season of Illusions
06 Burning Up
07 Kletva
08 They Gave You a Heart They Gave You a Name
09 Predict the Day
10 The Lovers
11 Deep Blue
12 Tomorrow
13 Versus

Hopes: depois de obras marcantes como 604 (mais abrasivo e vintage) e Wiching Hour (mais sofisticado e melodramático), que mostraram e devidamente isolaram os Ladyton de muitos copycats, bem como denunciaram a apetência musical dos mesmos, é curioso assistir ao próximo passo, e progressão, da banda, mas com a garantia de algo extraordinário.
Ladytron words: "Velocifero definitely sounds like Ladytron. Danceable, sad and glittering. Velocifero has some electronic elements in the sound spinning around some Gary Numan, Human League and Kraftwerk".


The Notwist
The Devil, You + Me
5ºLP
Label:City Slang
Produced by: Notwist & Andromeda Mega Express Orchestra
Date: 17 of June
Tracklist:
01 Good Lies
02 Where in the World
03 Gloomy
04 Alphabet
05 The Devil, You & Me
06 Gravity
07 Sleep
08 On Planet Off
09 Boneless
10 Hands on Us
11 Gone Gone Gone

Hopes: um dos mais esperados do ano, senão o mais aguardado, devido essencialmente à obra-prima que arrojaram em 2002 (Neon Golden). Esta obra singular e rara acabou por se tornar num marco, originando diversas bandas que almejaram este pódio. Só se pode esperar mais um sereno e geométrio apocalipse musical envolvido pela voz de Markus Archer.
Notwist words: "tension between electric guitars and electronic bleeps, between human vulnerability and android perfection".

Mais vale tarde que Never - Slow Burner#2


Quatro anos depois, da edição do seu primeiro LP-The Fall of Math, os Britânicos 65daysofstatic são agora libertados do piso molhado da sua pátria (que já lhes conhece e reconhece a potência e o potencial), para os restantes e arejados cantos do mundo. Depois deste seu registo de estreia já regurgitaram mais três (Hole, One time for all Time, e The destruction of small Ideas, todos pela Monotreme records), sendo que se preparam para lançar proximamente um Ep de seu nome, The Distant and Mechanized Glow of Eastern European Dance Parties. É díficil compreender como é que tamanho monstro, eufórico, primitivo, cerebral, ainda não tinha invadido e devorado os lóbulos da civilização consumidora de música. Finalmente a coragem foi adquirida e já há quem consiga olhar e escutar o negro e intempestivo grunhido do monstro...

Entranhas: post-rock/math-rock/electronica/noise/melodie
Fights: Mogwai vs Squarepusher vs Explosions in the sky vs Aphex Twin
...you won’t want to return...

65daysofstatic - Retreat! Retreat!

TV Religião:Justice-New Stress Video plus Interview

Xavier de Rosnay & Gaspard Augé


OK...see it at http://www.pitchforkmedia.com/article/download/50385-justice-stress-
Stress Video M18
GTA style
violence+brutality+anxiety+panic+insanity
Dirigido por: Romain-Gravas

Entrevista para Pitchfork Tv

quinta-feira, 1 de maio de 2008

Grafismos de Xlência-Music Cover art08-Parte2

Silver Jews

James Pants

My Morning Jacket

Wolf Parade

Coldplay