Charlottefield
terça-feira, 29 de abril de 2008
segunda-feira, 28 de abril de 2008
Onde tinha ESTADO(em estado convulso), caso os telemóveis tivessem teleportação-Coachella 2008
Proposta Incandescente #1

Cut Copy - In Ghost Colours
Serve o presente para lançar um breve aviso à navegação...este (pelo que me parece até agora) bom álbum foi servido bem fresquinho no Myspace dos rapazes na integra! Ora deixa lá escutar com atenção...mais detalhes para breve.
Aproveitando a embalagem fica o link para a fenomenal remistura efectuada por Moulinex (nome emergente da cena electrónica nacional - em breve vou dissecar aqui o seu trabalho) para Lights & Music, primeiro single de In Ghost Colours. Incompreensivelmente a remistura do Luis não foi incluída no single lançado pela Modular. Este é um must-have!
Grafismos de Xlência-Movies08-parte1



Filme: Midnight Meat Train
Filme: Wall-e

sexta-feira, 25 de abril de 2008
Potato Heads- Alexis Taylor/Jona Bechtolt
Parere que não, mas Alexis Taylor e a sua Squad Patrol já andam nisto à cerca de 8 anos, data em que editaram o seu primeiro EP, raro nos dias que correm, de seu nome Mexico. Desde o início, os Hot Chip, tenderam a enfrascar música em potes de geleia, e dois EPs depois, quatro albums, diversos singles, colectâneas, remixes, Dj Kicks, e fotogenias diversas, a fórmula mantém-se com as devidas alterações de excelência, mas com a mesma paleta de cores, aspecto e paladares deliciosos prontos a servir. Oito anos depois, mas nem por isso mais conscientes da sua maturidade dermatológica, regressam com "Made in the Dark", onde, decididamente, descarnam os aprumados fios que ligavam os seus trabalhos passados, conseguindo afastar qualquer alergia mínima ou sarampo a grotescos espasmos corporais. O R&B e Soul, anteriormente exibido, é aqui gentilmente colocado na algibeira, a electrónica minimal é agora um mutante de proporções assustadoras, e a arrumação e encadeamento sonoro dão lugar à desobediência e desarrumação em massa, sendo que este é um caos organizado. Este é o som da sua aventura, desprovido de poses e polimentos, a sua tentativa de alcançar a grandeza, o seu escape dos pequenos recintos para grandes e amplos espaços. É um verdadeiro, e genuíno, trabalho de plasticina, dance pop, electronic, electro pop, IDM, New Pop, Old Pop, Multicolors of Pop, (já chega de Pop), onde se sujam as mãos, e onde, após diversas lavagens, continuamos com as unhas(nomeadamente as dos pés) bem coloridas.
Todos nós(ou apenas eu) gostaríamos de ser o TinyGoofyGeek Alexis Taylor, e graças a ele os Nerds de óculos em riste invadem agora, descomplexadamente, as pistas de dança exclamando..."I’m aiming for your lungs and I will never stop"...
http://www.myspace.com/hotchip

Chip #2-Jona Bechtold: YACHT-I Believe in You, Your Magic Is Real-Marriage; 2007
Jona Bechtold, apesar da tenra idade é já um produtor/programador/cantor/performer com peso e carga no meio musical, produzindo beats para o úlimo registo dos The Blow com a cantora Khaela Maricich, tocando bateria para Devendra Banhart, e abrindo shows para os LCD Soundsystem, entre outras manobras diversas. Conta já no seu C.V com dois longa duração, MEGA e Super Warren MMIV de nome, onde assumia o comando total no seu laptop de serviço, largando beats caseiros e experimentação despenteada. O seu mais recente não foge a este control obessessivo de todas as peças musicais, e é mais um trabalho de uma multiplicidade feroz, de uma fertilidade asbismal, com tantas raízes e links sonoros dignos de presença no Wikipédia. Assistimos aqui, essencialmente, à intersecção de secções de pop e rock com loops instrumentais de dance music (de A a Z, e de Z a A) e voz nasal, numa elasticidade forçada e desmedida , resultando numa condensada mistura altamente delirante. Bechtold é um apaixonado por si próprio, exibicionista, um ambicioso, um Tio Patinhas que quer reinar a todo o custo sem medo do ridículo...e isto são só elogios!I Believe In You. Your Magic Is Real!
quinta-feira, 24 de abril de 2008
Young Hearts and Castels-infectous teasers
Hearts: Foals-single:Cassius-2008
Castels:Black Kids- single:I'm Not Gonna Teach Your Boyfriend-2008
Cold Ice Tea´s - 3x1 Smalltown Supersounds records

-diskJokke-Staying In-Smalltown Supersound; 2008
Joakim Dyrdahl, produtor Norueguês com nome de código Diskjokke, começou aos tenros cinco anos de idade a tocar violino, e aos catorze já rodava discos, juntando a isto uma formação clássica e outra em Matemática; depois conheceu Print Thomas, na sua fase embrionária, e começou o seu Estágio Profissional. Após o mesmo, e depois de lançar diversos singles 12 polegadas, e algumas remixes, deu início ao seu trilho pessoal agraciando o abrigo por parte da patriota Smalltown Supersound, e é aì que encontramos o seu primeiro feito. Staying In, é um album que pouco deve à sua capa monocromática, apesar dos ambientes que deciframos no seu interior serem idênticos à de uma superfície lunar, já fortemente populacionada por astraunatas dançantes. As suas 10 faixas são puro electro disco espacial que teima em assentar os pés em solo firme, uma vez que as mesmas englobem e envolvem divervas matérias pulsantes, e nunca sabemos onde realmente estamos. Esta poeira cósmica (de temperaturas tão frias que queimam), com algumas influências germânicas, prima pela diversidade, denotando uma produção detalhade e exímia, aplicando máquinas, instrumentos e sonoridades globais. "Um pequeno passo para a humanidade, uma série deles para as pistas de dança."
http://www.myspace.com/diskjokke
-Bjørn Torske-Feil Knapp-Smalltown Supersound; 2007Norueguês de sangue, Bjorn Torske, já deambula pelo meio musical Escandinavo à uns rigorosos anos tendo feito parte do grupo Drum Island, que mais tarde acabou por se transformar nos estimados e aclamados Royksopp. Contudo, preferindo um trajecto mais egoista, obtou por seguir a carreira de DJ, tendo, em 2001 editado o seu primeiro trabalho, Trobbel de seu nome. Seis anos volvidos, e mais adulto em recursos, regressa com um trabalho pronto a retirá-lo dos gelados limites geográficos da sua terra mãe, e a catapultá-lo para o globalismo e consumo em massa. Feil Knapp é demonstrativo da sua patente paixão pelo Dub inserido em contextos Disco, e percorrendo as suas 10 faixas ora estamos içados sobre a pista de dança, ora estamos debruçados sobre uma livraria musical, ora estamos relaxados sobre areias tépidas. Apesar da matriz deste trabalho ser o Dub, é perceptível outras linhas como o Funk, o Reggae, o Jazz, tudo isto moldado de forma vigorante, e com grande sentido de humor, que lembra por vezes o trabalho dos ingleses LemonJelly, mas com um raio de visão mais amplo. Resumindo, é um album de diversos humores, recintos e linhas de horizonte, mas de uma autenticidade, eficiência e ebulição notáveis. Este Bjorn não precisa de nenhum Peter & John; que prossiga na sua antecâmara fortemente arborizada.
-Arp-In Light-Smalltown Supersound; 2007Arp, é o projecto unipessoal de Alexis Georgopoulos , membro fundador dos Tussle,que, e ao invés destes deixa de lado os fartos tambores, enchendo antes os dedos de poeirentos sintetizadores análogos já guardados para venda em lojas de artigos em 3ªmão, e deixando também de lado a impulsividade e a velocidade, e meticolosamente abraçando a ponderação e a serenidade. A sua inspiração tem como carbono 14 os anos 70, e como gêisers de inspiração o trabalho inicial de uns Kraftwerk, Cluster, Tangerine Dream, Philip Glass, entre outros, e como correntes sonoras a electrónica minimal, o lado domado do Psicadélico, o experimentalismo, o clássico;tudo isto sem roçar as malhas do marasmo e do tédio. É um disco de aparentes processos e recursos simples, mas é nessa simplicidade (de delicadas mudanças) e solidez, orquestrada de forma hábil e eloquente, que a soma deste trabalho vence e absorve. O que Alexis Georgopoulos nos propõe é um alcançar do estado Zen, sem químicos e sem posições de Lótus, numa viagem de perna cruzada e olhos cerrados. A quem quiser embarcar...faça favor de entrar, mas em bicos dos pés...
http://www.myspace.com/arp001
The Juan Maclean e a sua "Happy House"
Novo maxi para The Juan Maclean a revelar mais um golpe por parte da DFA. Ainda a cambalear depois da "tareia" que foi levar com o fortíssimo Hercules (redundância) no formato álbum cabeça, tronco e membros, atingem-nos com esta release que incluí a original Happy House e duas remisturas. E foi o KO imediato à primeira audição, é estupidamente dançável e cruza universos muito distintos, começa bem com ritmos africanos, latinos...whatever e acaba ainda melhor quase a roçar a fronteira do techno, quase a cheirar a LCD, a saber a Underworld e a parecer tal e qual Daft nos últimos segundos. Pelo meio temos uma doce Nancy Whang (parte de LCD Soundsystem) a dar o corpo ao manifesto na forma de uma voz agridoce que nos faz acreditar que com ela lá em casa...era coisa para haver muita felicidade!
quarta-feira, 23 de abril de 2008
Junior Boys regressam...e passam por cá!
Eles são grandes! E estão de volta! Os Junior Boys voltam aos discos com o lançamento de uma compilação para a label germânica Get Physical, Body Language 6 e vão marcar presença no Festival Sudoeste. Juntado este ingrediente com os indispensáveis e inevitáveis Chemical Brothers...se forem incluídos no mesmo prato do dia existe, por si só, uma grande razão para uma viagem ao Alentejo!
Na referida compilação está incluído o novo original dos rapazes, No Kinda Man. Este tema podia bem estar incluído no alinhamento de So this is Goodbye dado que não foge nada ao que nos habituaram e isto está longe de ser uma crítica. Foi um grande álbum e este é mais um grande som!
terça-feira, 22 de abril de 2008
Os bons marretas do Árctico...
Miles Kane(Rascals)+Alex Turner(Arctic Monkeys)+Owen Pallett(Final Fantasy/Arcade Fire)+James Ford(Simian Mobile Disco)=óbvios pontos de aclamação!!!
Aqui fica o primeiro single dourado..."The Age of the Understatement" ...bombs away...
The Last Shadow Puppets -"The Age of the Understatement"2008
http://www.myspace.com/thelastshadowpuppets
Jardim Escola - Playgrounds

The Teenagers - Starlett Johansson
http://www.myspace.com/theteenagers

E o recorde de dias a tocar no auto-rádio vai para...
Hercules & Love Affair! Sim...já toda a gente falou nele. Sim já passa nas rádios mais mainstream e toda a gente abana a cabeça e bate com o pé quando a corneta do Blind soa. E ?!
Este disco é bom...porra este disco é mesmo bom e não há volta a dar! Depois de utilizar a minha viatura com o objectivo de se deslocar ao hipermercado nas típicas corridas loucas de domingo (em fato-treino, meias e chinelo claro!) o meu ascedente directo masculino solicitou, com urgência, uma cópia do disco que ouviu a rodar no meu auto-rádio. Depois de ter dado o aval a nomes como Thievery Corporation, Royksopp e !!!, está aqui a diferença entre um disco assim-assim e um grande disco! E este acaba de ascender a essa categoria.
Os italianos é que a sabem fazer?!
Talvez não! E porquê?! Porque esta rapaziada que acaba de ultrapassar a DFA na corrida das labels com mais hype no momento, não chega da terra das pizzas e pastas!
A editora esta sedeada em New Jersey, é um projecto do produtor Johnny Jewel e conta no seu plantel com dois nomes de peso da actualidade, Chromatics e Glass Candy. Jewel está ligado a ambos os projectos que, no ano passado, lançaram discos absolutamente indispensáveis na nova prateleira lá de casa.
Os primeiros lançaram Night Drive que é assim uma espécie de sobremesa quente e frio...não sendo realmente quente a verdade é que nos aquece. Embora a temperatura vá baixando ao longo do disco sem que isso signifique, de modo algum, que decresça em termos qualitativos. É mesmo o disco ideal para companhia nas viagens nocturnas de regresso a casa...
Os outros, Glass Candy lançaram B/E/A/T/B/O/X que é um disco literalmente doce (agora as bandas decidiram todas usar nomes pertinentes?!). Mais (retro) dançável, o disco anda muito à volta da personalidade forte de Ida No, a vocalista. É impossível ficar indiferente aquela voz contagiante ao mesmo tempo que o Sr. Jewel trata de todos os arranjos à volta da voz e o resultado é muito bom!
Paxxxeco ao décimo quinto dia do mês quatro do ano da graça vinte zero oito:
" nota rápida: desta editora já me estava a esquecer do particularmente fantástico single wierd pants dos nova iorquinos invisible conga people...estes 2 filhos da p**** vão ser grandes...
segunda-feira, 21 de abril de 2008
Lamechice da boa
M83 - Graveyard Girl video (dirigido por Mathew Frost)
sábado, 19 de abril de 2008
Karmacoma

Nascido do esquelético e frágil corpo de Bradford Cox, dos soberbos Deerhunter (que o ano passado lançaram duas preciosidades em LP e EP), da-mos com os ouvidos neste seu primeiro trabalho a solo, demonstrativo do potencial deste homem subnutrido e de costelas à vista. Mais focado, domado, contido e discreto que o seu trabalho anterior, em matilha, é-nos oferecido um conjunto de faixas ecléticas mas homogéneas, em registo pausado, transparente e cristalino, como se tivessem sido gravadas no fundo de uma gaveta adormecida. São 14 faixas dotadas de uma atmosfera muito pessoal, em que os mesmos ingredientes (guitarras treinadas, percurssão traumatizada,electrónica menina, e outros instrumentos em detalhe) são moldados à infinita voz e narração de Cox, exteriorizando a sua intimidade. Bem vindos ao casulo desta bela adormecida.
http://www.myspace.com/bradfordcox

2- Devastations- Yes, U- Beggars Banquet 2008
Três faces resguardadas (dos autores deste testemunho), servem de capa ao segundo album dos australianos Devastations; e se o nome não é misericordioso, o que anda lá por dentro também não o é. A devastação aqui praticada é obtida pelos métodos menos óbvios, mas atingidos os mesmos fins; obtando por uma sonoridade recta e circunspecta, ao invés de uma dissemelhante e pomposa, este trio é cirúrgico e disciplinado na exposição da sua essência. Toda esta aparente calma, control e minimalismo escondem uma fúria emocional espelhada em sons cavernosos e industriais, texturas aliciantes e hipnotizantes, e átomos e partículas vocais. Aqui não se aplaudem bárbaras explosões, apenas se vislumbram bravas implosões de modéstia e honestidades desarmantes. Bem vindos a este romance redigido em caves escuras.
http://www.myspace.com/devastations
eye recuerdos from 2007- animal species - national geographic sequence
espécie #2: abelha: Menomena- Evil Bee- from Friend and Foe- 2007
espécie #3: cão: Trentemoller- Moan- from The Last Resort- 2007
espécie #4: insectos: Clark- Ted- from Body Riddle- 2007
eye recuerdos from 2007 - Car/Crash sequence
Crash: Shocking Pinks- End of the World- from Shocking Pinks- 2007
quinta-feira, 17 de abril de 2008
Adeus Canadá...Olá Suécia
Aqui fica o aperitivo, já sem casca, de um dos singles, num musculado vídeo ,ora real motion ora stop motion, ora ambos, onde ossos são cartilagem, e a velhice é jovem.
Lykke Li - "i'm good, i'm gone
http://www.myspace.com/lykkeli
quarta-feira, 16 de abril de 2008
Trópico de Cancer... (Câncer)
O Trópico: El Guincho - Alegranza! - 2008Pablo Díaz-Reixa, que adoptou o nome El Guincho, é um jovem artista Espanhol (de Barcelona)com uma visão periférica sobre o mundo, documentando-a neste seu primeiro longa-duração que mais parece uma madura e melosa rodela de ananás, que provoca uma impulsiva genica ao nível da anca. Habitando a mesma cabana, de uns Animal Collective, e do "nosso" Panda Bear, Pablo mune-se de samples tropicais, afrobeat, dub, numa mestria que lembra os Avalanches, caso estes fumassem charutos cubanos e usassem chapéus de palhota. Encontramos aqui um delírio de samples e loops, de DNA fortemente sul-americano, de repetições hipnóticas e ecos melodiosos, por vezes abstractos, por vezes focalizados,não esquecendo as legendas em espanhol. El Guincho soa a um album de recordações muito pessoal, a um diário de bordo tribal, que nos convida à invasão.
El Guincho-Kalise
http://www.myspace.com/elguincho
O Cancer: Fuck Buttons - Street Horrrsing - 2008
Brits Andrew Hung e Benjamin John Power, lembraram-se, a partir do ano de 2004, de cruzar Godzillas com caniches, de impiedosos com fraternos, de odiáveis com adoráveis, e este é o som dessa arriscada, mas bem sucedida, experiência. O seu monstro mais recente, de seis membros, começa dócil e domado, mas vai acentuando a sua dor, terminando em auges gritantes e dementes. É como uma doença, confortável na sua fase primária mas que se vai agonizando em espiral, até culminar na fase mais aguda e dolorosa. Partilhando a árvore geneologica de uns Gang Gang Dance, Black Dice, Boredoms, mas também de uns Animal Collective e My Bloody Valentine, os Fuck Buttons primam pelos círculos de distorção, pela brutalidade com pedigree, mas numa devoção deveras emocionada. Este é o ruído da abertura de um papel de rebuçado, esta é a doçura de uma câmara de tortura.
Fuck Buttons-Bright Tomorrow
terça-feira, 15 de abril de 2008
S de Salada Sonora
1-S de: Sian Alice Group - 59.59 - 2008Da Inglaterra, uma capa em branco e a duração do que se passa lá dentro, sem informações demais e sem grafismo apurado. Esta abordagem é sinónimo reforçado do conteúdo, uma vez que não se detecta uma matriz musical, rígida e análoga, ao longo das 16 faixas que percorrem o album. Esta é uma peça de façanhas ,experiências sonoras e texturas multiplas, colhendo pedaços de Folk, de free Jazz, de Rock, de avant garde, de clássica contemporânea, de electrónica repetitiva, remendadas na feminina e gentil voz de Sian Alice Ahern. Avivando alguns momentos de bandas como Stereolab, Broadcast, Laika, esta é uma banda personalizada, característica, ciente do seu poderio. A tensão está toda aqui, mas bem controlada, a utopia está aqui, mas bem delineada, a tradição está aqui, mas bem explorada, esta é uma aventura musical em linha recta, em via aberta.
http://www.myspace.com/sianalicegroup

2- S de: Sunset - Bright Blue Dream - 2008
Austin, Texas, de quando em vez consegue "parir" fantásticos objectos sonoros que pouco têm a ver com a esterilidade que habita neste Estado, e é neste disfuncional espectro sonoro que encontramos {{{ SUNSET }}} e o seu descendente. É árduo estabelecer paralelos com a música que nos é aqui apresentada, soa-nos familiar ao mesmo tempo que soa-nos distinto e fresco, uma vez que o caminho percorrido por Bill Bair e companhia faz questão de nos confundir. Com um pulso fortemente psych pop anestesiado, são manejadas guitarras em eco, baterias com colesterol alto, pianos em deslumbramento, instrumentos de sopro com insatisfação, criando um nicho musical que arde lentamente. A variedade aqui é contínua, em registos ora domados, ora revoltados, mas de intuição e fôlego incessante. Imediatamente para o alto palanque de 2008.
http://www.myspace.com/lobosunset
sábado, 12 de abril de 2008
Tauromaquia Sueca - here comes the PAST


Partilhando a mesma editora que os anteriores, a desafiante Sincerely Yours, surgem-nos Henning Fürst e Eric Berglund, dois moços com genica suficiente para por a Arábia Saudita a dançar convulsiva, inconsciente e despropositadamente. Num contínuo desconcerto, com vincadas raízes dos anos 80, irrompem canções que bem podiam ter sido criadas com areia nos pés, vindas das regadas costas e solarentas praias dos diversos continentes com bandeira azul . É Disco, é Euro-pop, é música de calção Havaiano, sem protector solar, com duas palhinhas em espiral, sombrinhas, e pé desnudado e suado do rodopio.

Da Escandinávia irrompe Johan T Karlsson, retratado como Familjen, nascido de uma relação amorosa entre um sintetizador, perdido num sotão gelado, e uma bola de espelhos, bem oleada. O seu primeiro longa-duração é um corredor estreito, enegrecido e nublado, onde ecoa uma voz, em discurso sueco, apaixonada por paisagens monocromáticas, e envolvida por pujanças electrónicas que deambulam entre o tecnho/eletropop/synthpop. A sua música, de dente afiado, é recinto aberto e claustrofóbico, congelando as malhas das colunas e libertando as pernas, num longo degelo. O video do single de avanço, que partilha o título da obra, é bem ilustrativo da música que veste Familjen. Realizado e trinchado pelo machado do genial Johan Söderberg (que já visualmente expôs esplendorosamente The Knife, The Streets, entre outros), são aqui expostos fragmentos, repetidos e matematicamente manietados, de uma assembleia de devotos, dos anos 70, em absoluto estado de delírio e completamente absortos. É uma igreja, mas bem podia ser uma discoteca dos tempos correntes.

4- The Housewife Lovers - EP - 2008
Novinhos em folha são estes Housewife Lovers, que costumam dar concertos em apertadas despensas e sotãos sem pé-direito. O seu primeiro EP, curto e possante, é um aperto Rock angular e emocionado, construído à volta de um falseto bizarro, que lembra Jamie Steward, dos inarráveis e amáveis XIU XIU. É este o som da urgência, que faz desesperar por mais... que regressem depressa estes amantes.
sexta-feira, 11 de abril de 2008
united colors of death
L.E.S. Artistes - SANTOGOLD
quinta-feira, 10 de abril de 2008
skating over iraque (m83 lower your eyelids to die with the sun)
m83 lower your eyelids to die with the sun







Leila















